terça-feira, 9 de dezembro de 2014

ATO XXXIII: Nada Importa





Quebrou a cara
Silenciou o som
Fronteira morbida
De um toque
Fora do tom

Uma classe nova
A sucumbir
O desejo insano
De sumir

E assim se fez ...
E não sobrou
Apenas novas ideias

Vento austero
Assobia frio
Em meio as lapides
Do cemitério

Agora sentes
Que nada importa ...

Uma vida inteira torta.















segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Montando uma Guitarra Jazzmaster HH




Fazia tempo que eu queria e ja planejava montar uma guitarra no estilo Jaguar/Jazzmaster... O problema foi sempre: Onde encontrar as peças ???

A principio seria uma Giannini Supersonic mesmo, eu pegaria apenas a madeira (corpo e braço) e depois a modificaria, colocaria uma captação de humbuckers HH ao invés dos classicos Singles SSS da gianóca, mas a idéia se deu por encerrada quando descobri o preço da tal Giannini Supersonic, achei muito caro e com certeza não seria um dinheiro bem gasto, pois com essa grana eu montaria algo muito melhor, a questão mesmo era esperar a oportunidade surgir...

Pesquisei também com alguns luthiers aqui de Curitiba, mas achei muito caro e inviavel para eu que sou pobre rsrsrs montar uma guitarra neste padrão, eu ja estava quase desistindo. Um dia de rolê pelo site mercado livre eu reparei em um anuncio que muito me chamou a atenção, um cara de Minas Gerais que faz corpos de guitarras seguindo os padrões fender e feitos em CNC, putz !!! Ja estava na hora de alguém fazer por nos guitarristas e a um preço acessivel, e com madeiras nacionais...

Outra idéia seria importar um corpo de uma Jaguar la da gringa, mas também achei muito caro. Cheguei até a buscar nas lojas as Squiers by Fender modelos Jaguar e Jazzmaster.. Acabei descobrindo uma coisa bem interessante e que até então eu não sabia, o braço da guitarra Jazzmaster é do mesmo comprimento de escala que o braço de uma guitarra stratocaster, com a medida de 25,5 polegadas. Enquanto que o braço da guitarra Jaguar é ligeiramente menor, medindo 24 polegadas, mas disso eu ja sabia.


O preço das Squiers no final das contas também sairia caro, eu tinha a certeza que conseguiria montar uma guitarra muito bacana e não gastaria aquele absurdo tudo de dinheiro. Obviamente que guitarra boa é cara, mas convenhamos que mais da metade do que pagamos é imposto, a outra metade é a fama da marca escrita no headstock da guitarra... 


Fender Jaguar HH Made in México... Estava na vitrine de outra loja na qual o vendedor foi muito bacana e atencioso e me deixou testar a guitarra por quase duas horas... ( Detalhe que depois disso foi mais uma hora tocando uma tele americana de quase 6 mil reais), e posso dizer... A Fender é até legalzinha, mas estava muito desregulada e ainda por cima estava com uma das chaves do plate fudida, simplesmente não estava funfando.. E o preço ?? Estava mais de 4 mil reais !!!

As Squiers achei muito bacana, a Fender México me decepcionou bastante e com certeza eu não pagaria 4 mil reais nela. Em outra oportunidade eu pude testar uma Fender Jazzmaster americana, nossa que guitarra fantástica !!! Plugada em um Fender Princeton... PQP que sonzeira massa :D

Esta estava a venda por quase 10 mil reais :(  um luxo para poucos infelizmente..


Sabendo que a escala da Jazzmaster é a mesma da strato, importei um braço padrão Fender stratocaster e comprei com o Adriano da RDC Guitars um corpo JM.

A madeira escolhida foi o freijo, pois tem um timbre bem equilibrado, lembra muito o Alder.


Eis o corpo como chegou :









Lixar, lixar e lixar... E depois de muito lixar foi a vez da seladora, depois continua lixa/seladora/lixa/seladora.... rsrsrs :p





Eis que o conjunto ja estava quase pronto a receber tinta:








O braço depois de uma "geral", ja pronto para ser montado.


A idéia a principio era uma guitarra preta havy relic...



 A primeira mão de tinta preta spray


O escudo, feito com uma placa de plastico.

O kit pronto :

A Guita montada, com os relics:









































Maldita tinta preta....

Eis que começou a ficar grudenta a tinta, depois de 1 semana.... Tentei passar um verniz por cima, mas o spray era uma bosta !!!

O verniz soltou a tinta e fudeu-se tudo...


Tive que lixar tudo e refazer tudo... PQP !!!







A cor escolhida : Um azul doido que  achei  rsrsrs








 Tarrachas japonesas :






A Guita Pronta :






















terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Violão Di Giorgio Autor 3


Violão Di Giorgio Autor 3


Eis que me chegou as mãos um violão que segundo o ex-dono era um violão antigo...


Pois bem, quando este tirou o violão do carro, de cara pude reparar no headstock (ou cabeça)
entalhada a mão a madeira e ja de pronto o reconheci como um violão Di Giorgio.

Nesta ocasião, o rapaz queria vender 2 violões.. O outro era um Kashima chinesinho, quando indagado sobre o valor total dos dois violões de pronto fechamos negócio. Vim para casa feliz pela boa compra, pois sabia que os violões Di Giorgio geralmente são muito bons.

Em casa pude reparar o ano do violão (1995), mas ainda não tinha reconhecido o modelo... Reparei também no tampo, que ao invés de ser laminado é um tampo sólido, ai ja fiquei ainda mais feliz :)

Comecei então a pesquisa na internet, achei por foto um violão idêntico ao meu, em um site Alemão de violões classicos. O modelo em questão se tratava de um " Di Giorgio Autor 3"  e este estava a venda no mesmo site pelo valor de 600 euros ( aproximadamente 1.800,00 reais !!! ) Putz, ai ja fiquei ainda mais animado rsrsrs. Fui então olhar a etiqueta interna do meu violão, e então pude reconhecer o modelo Autor 3 escrito a mão, junto a uma assinatura de Reinaldo Di Giorgio.
        


O violão estava faltando cordas e com um rastilho bem velho e de plástico, que certamente não era o original.


Durante a limpeza, pode reparar que o nut é de osso, e certamente o rastilho original também era. O violão esta impecável, as unicas coisas que faltam mesmo é o rastilho e as cordas... Então o que me restou a fazer foi comprar as coisas e mãos a obra:


Rastilho de osso, para ser trabalhado e moldado até ficar na medida perfeita para se encaixar no cavalete.




O encordoamento escolhido foi o D´Adarrio  Classic Nylon tensão pesada.



O rastilho ja acertado,  trabalho ja concluido... Agora só restou colocar as cordas novas, polir os trastes e dar uma geral na escala.



Depois este ficou assim, pronto para os primeiros acordes :



De acordo com o pesquisado, este violão se trata de um violão clássico, ideal para tocar em concertos e também os mais variados estilos como MPB, Flamenco e outros tantos.


Detalhes técnicos:

Tampo Sólido : Red Cedar

Faixa e fundo : Jacarandá da Bahia

Braço: Cedro

Cavalete: Jacarandá da Bahia

Mosaico: Importado da Espanha

Escala: Ébano

Espelho: Jacarandá entalhado a mão.

Tarraxas: Menarguez douradas, importadas da Espanha

Trastes : Alpaca

Ratilho e Pestana: Osso verdadeiro

Comprimento total : 100,2 cm.

Comprimento da escala: 42,7 cm.






Detalhes do mosaico:


e do tampo sólido



Detalhes da mão entalhada:


Tarraxas espanholas Menarguez:







Os detalhes do fundo em Jacarandá da Bahia e do braço em cedro, iluminados pelo flash da fotografia:





Um pouco de história:


Em 1908, depois de alguns anos no ofício de luthier, o imigrante italiano Romeo Di Giorgio funda o atelier de violões finos que leva o seu nome. Nascia a Di Giorgio, com um grande futuro pela frente. O grande segredo estava na sonoridade dos instrumentos criados pelo Sr. Di Giorgio. Seus violinos, bandolins, violas e todas as outras verdadeiras obras de arte que criava começaram a criar fama entre os músicos da época. Aos poucos, o que era uma pequena oficina artesanal se transformou numa pequena fábrica de instrumentos musicais acústicos. Sem perder a tradição e a qualidade, o negócio foi passando de pai para filho.

Em 1948, com a morte de seu filho legítimo, Sr.Romeu adotou um jovem funcionário da fábrica por quem tinha grande afeição: Reinaldo Proetti. De aprendiz a sócio da empresa, Reinaldo foi um dos grandes responsáveis pela expansão da Di Giorgio. Nessa época, o violão começou a se disseminar mais intensamente na cultura popular, e nos anos sessenta, com o movimento artístico da Bossa Nova, os violões Di Giorgio ganharam fama internacional nas mãos dos maiores músicos brasileiros. A partir daí, a empresa passou a fabricar exclusivamente violões, consolidando o nome, a qualidade e o esmero da Di Giorgio na arte de criar e produzir aquele que se tornou o instrumento mais tocado do mundo: o violão.

Na década de 50, quando Reinaldo Proetti passou a comandar a empresa, o crescimento da Di Giorgio foi notável. Com a explosão do movimento musical Bossa Nova no Brasil e em todo mundo, Reinaldo decidiu que este seria o foco principal da Di Giorgio: criar, produzir e exportar violões de altíssima qualidade, feitos para os músicos mais exigentes.
Novos modelos foram sendo criados, reconhecidos e utilizados por músicos de todos os estilos, no mundo todo.
Mais tarde na década de 60, quando a empresa voltou-se exclusivamente para os violões, passou então a produzir 1.000 unidades ao mês. Sempre utilizando exclusivamente, as melhores matérias-primas que ajudaram a construir sua fama.

Sediada desde 1985 no município de Franco da Rocha, SP, a Di Giorgio produz violões acústicos e amplificados, é uma das principais fabricantes de violões do mundo.

 ( Fonte: site oficial da Di Giorgio : http://www.digiorgio.com.br )



 Sem duvidas, um instrumento apreciado no mundo inteiro, como um dos melhores violões de sua classe.
















MMXIV-- I--II T.