terça-feira, 15 de novembro de 2011

ATO XVIII : Seus Olhos Tão Lindos

 

 

"Me perdi em seus  olhos...

Tão lindos infinito azul...

Contemplando a sua imagem estática...

Lá eu  estava  a  admirar...

Uma coisa que jamais poderia tocar.  

 

Me perdi em seus olhos azuis...

Foi difícil me reencontrar...

A pureza da beleza tão bela ...

Que jamais poderia tocar.

Seus olhos azuis

...........

Azul do céu, azul do mar....

E toda a porcaria... e as coisas feias.

A  sem-vergonhice e as  falcatruas.

Que me veio sim... Ao conhecer aquela perua.

Que não deu valor a nada de que lhe foi dado

E nada de que lhe foi confiado.

Vou lhe arrancar os olhos....

Feliz eu era e não sabia.

Mas agora sei de toda a verdade;

Você nunca valeu nada ....

Vou lhe arrancar os olhos.

.............

Sua única beleza...

Foi feito o pensamento ;

E minha vontade expressada ...

Eu me perdi no infinito azul dos seus olhos...

Que  agora eu pude segurar;

Eu podia contemplar toda a beleza;

Daqueles olhos  em cima da mesa...

E o corpo  quem se importa ....

O que não me interessa é coisa morta.

.............

Eu me perdi em seus  olhos azuis.

Mas pude me reencontrar ......

Seus lindos olhos azuis ficaram brancos , muxaram e tudo apodreceu.

 

Apodreceu da mesma forma que o meu amor.

Que um dia eu pude lhe dar.

Você nunca deu valor ...

De nada posso esperar;

Pois apenas a admirar...

Os vermes a se alimentar.

De uma coisa podre que ..

..................

Um dia foi seus lindos olhos azuis ..  "

 

 

 

 

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