terça-feira, 15 de novembro de 2011

ATO XX : Ciclo

Tronco podre no mato, tronco que chutei para ver; Vi larvas brancas, a vida envolvida em madeira apodrecida verde de limo.

 Foi verde as folhas do que um dia foi árvore e caiu.

 Mas a vida continuava, mesmo no solo, como abrigo ou morada de vermes brancos e uma infinidade disso e daquilo. Tudo era vida, tudo se mexia, um ciclo perfeito.

Como engrenagens de um relógio sem tempo; Mesmo assim tudo estava em seu lugar. Mesmo assim todas as peças podiam se encaixar.
Nada foi perdido, foi apenas modificado. Aquilo que parecia estar morto, era vida e ciclo sem fim.

    Era a vida e o ciclo sem fim.



  










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